A 84.ª Feira do Livro de Lisboa abre na quinta-feira, no Parque Eduardo VII, com 250 novos pavilhões de 537 editoras e chancelas, mais 80 do que no ano passado, e um conjunto de atividades que inclui um «picnic literário».

O número de pavilhões é semelhante ao do ano passado, mas com um design novo, disse à Lusa fonte da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), que organiza o evento.

O presidente da APEL, João Alvim, salientou que os novos pavilhões «acrescentam meio metro à comodidade, são de design mais moderno, permitindo uma melhor acomodação, arrumação e exposição dos livros» e têm maior durabilidade.

O Grupo LeYa não utiliza, este ano, pavilhões diferenciados, como aconteceu em edições anteriores, mas irá colocá-los transversalmente. No total são 42 pavilhões do grupo LeYa que, entre outras editoras, inclui a Caminho, as Publicações D. Quixote e a Oficina do Livro.

Além das editoras e suas chancelas e da participação de Moçambique, que se inscreveu, a Feira conta ainda com a participação de dez alfarrabistas.

A modernização do equipamento da Feira passa também pelo seu auditório, a meio do Parque Eduardo VII, um espaço fechado de 90 metros quadrados, climatizado, com capacidade para 80 pessoas. Aqui se realizarão vários debates, palestras e apresentações de livros.

Apresentada como «uma grande aposta» da edição deste ano, o setor da restauração totaliza 30 espaços e inclui «as tradicionais farturas, pipocas, bolos artesanais e os novos conceitos, como zonas lounge de bebidas e zonas gourmet», disse fonte da organização à Lusa.

No ano passado, a feira registou cerca de 500 atividades e foi visitada e por meio milhão de pessoas, cifras que a APEL conta ultrapassar este ano.

Para já estão previstas 900 iniciativas, entre as quais um «Picnic Literário», no dia 13 de junho, feriado municipal, entre as 16:00 e as 18:00, e «tem como objetivo reunir o maior número de amantes dos livros, em várias tertúlias temáticas», designadamente policial, fantástica, erótica, portuguesa, romântica, cinéfila ou «do tudo e do nada», afirma a APEL em comunicado.

Este ano, também pela primeira vez, a Estufa Fria abre portas para algumas atividades com crianças e jovens.

Outra novidade desta edição é a iniciativa «Dar e Receber», uma campanha conjunta entre a APEL e o Banco dos Bens Doados, que tem como principal objetivo promover os hábitos de leitura junto de crianças e jovens. Os visitantes da feira podem depositar, em dois contentores assinalados, livros infanto-juvenis que serão posteriormente doados a instituições de crianças e jovens até aos 12 anos.

Durante os 16 dias de Feira, além de atividades relacionadas com o livro e a leitura, que é o grande objetivo da iniciativa, como disse o presidente da APEL, João Alvim, mantém-se, a exemplo das edições anteriores, a animação musical.

O certame volta a contar com uma equipa de 32 voluntários, que vão apoiar as diferentes atividades da feira.

A feira funcionará até 15 de junho, de segunda a quinta-feira, das 12:30 às 23:00, às sextas-feiras e na véspera de feriados, das 12:30 às 24:00, ao sábado, das 11:00 às 24:00 e, aos domingos e feriados, das 11:00 às 23:00.

Como em 2013, haverá uma «happy hour», a decorrer de segunda a quinta-feira, das 22:30 às 23:00, durante a qual as obras com mais de 18 meses de preço fixo estarão sujeitas a descontos de 50%.