O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse esta sexta-feira que a divulgação da lista de edifícios com amianto é positiva, mas salientou que agora o Governo tem de dizer quais são os mais degradados e quando começam as intervenções.

Mário Nogueira falava à agência lusa a propósito da divulgação do levantamento feito pelo Governo aos edifícios públicos com amianto e que indicam que o Ministério da Educação e Ciência lidera a lista com 37% dos seus 2.214 imóveis a apresentar este material tóxico.

«É preciso dizer quais são as escolas que têm, onde têm, porque é preciso saber o nível de degradação e qual é o prazo para a intervenção. O facto de sabermos é importante e essa era uma das guerras que tínhamos com o Ministério da Educação (MEC) sobre a matéria, mas não chega», considerou.

O secretário-geral da Fenprof recordou que o MEC tinha informado publicamente que iria intervir em escolas no período da Páscoa mas não o fez.

«Depois, o ministro transferiu [as intervenções] para o período de interrupção de verão. Por isso, é necessário saber quais são as escolas, de todas as que são conhecidas, que estão mais degradadas e com amianto e quais as que vão ser intervencionadas já em agosto», frisou.

Na opinião de Mário Nogueira, o importante agora é intervir rapidamente para que os trabalhadores, os docentes e os alunos possam começar um novo ano letivo «mais descansados».

A lista publicada na quinta-feira no portal do Governo revela que 16 por cento dos 12.944 edifícios públicos terão amianto na sua construção.

O segundo da lista é o Ministério da Economia, que tem 32% dos seus 176 edifícios com amianto, seguido dos Negócios Estrangeiros, com 20% dos seus 44 imóveis com este material.

Os 16% (2.015) de edifícios que «presuntivamente contêm amianto na sua construção» vão ser agora submetidos a uma análise dos dados já recolhidos, no sentido de determinar aqueles que devem ser «apenas sujeitos a ações regulares de monitorização» e aqueles que devem «ser submetidos a novas análises no sentido ou de confirmar as informações já recolhidas ou determinar a necessidade de realizar eventuais ações corretivas», refere o documento.

O levantamento inclui também alguns edifícios, instalações e equipamentos do setor empresarial do Estado, designadamente os hospitais EPE.