O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou esta quarta-feira que a central sindical “não é um partido, mas toma partido ao lado dos que lutam todos os dias pela melhoria das suas condições de vida e trabalho”.

Falando a entre 2.500 a três mil trabalhadores e dirigentes sindicais que, segundo a organização, se concentraram junto ao Parlamento para protestarem contra as políticas laborais e sociais do Governo e exigirem um novo rumo para o país, Arménio Carlos declarou à agência Lusa que é preciso “um Portugal de progresso e justiça social”.

O líder da CGTP que acompanhou os manifestantes que se concentraram no Largo de Santos, seguindo em desfile pela avenida Dom Carlos  até à Assembleia da República, referiu ainda que nas próximas eleições “é preciso dar expressão ao descontentamento e força aos que defendem os nossos interesses”.

Na manifestação, que se realizou enquanto decorria a última votação desta legislatura no parlamento, sob o lema “Prosseguir a luta contra a exploração e o empobrecimento”, o líder da CGTP realçou que “estão aí as mistificações para iludir o povo, de que vamos eleger um primeiro-ministro e de que o voto tem de ser útil”.

“À burla do voto útil, para dar estabilidade aos que querem manter a alternância e com ela a mesma política respondemos com o apelo à utilidade do voto”, esclareceu.


A CGTP defende que o voto de cada trabalhador, de cada português terá, no contexto político, económico e social que o país atravessa, “tanto mais utilidade, quanto mais força der a uma política alternativa de esquerda e soberana que rompa com a alternância e responda positivamente às suas necessidades e anseios e ao desenvolvimento económico e social do país”.

“A valorização do trabalho não pode ser separada do modelo de sociedade que queremos construir. Só a estabilidade e segurança no emprego possibilitam uma verdadeira aposta na (re) industrialização e do nosso perfil produtivo”, salientou.


A CGTP marcou esta manifestação para a data do último debate parlamentar da sessão legislativa, também para dar “um sinal ao Governo” de que “não pode continuar a aprovar diplomas que prejudicam os portugueses e o país", destacou ainda o líder sindical.

“Estamos no verão, mas a luta não vai de férias”, advertiu, como reporta a Lusa.