A dois meses do final do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), 70,2% dos portugueses avaliam de forma negativa ou muito negativa a execução do programa e apenas 22% o avaliam de forma positiva ou muito positiva.

Este é um dos resultados de uma sondagem hoje divulgada no Fórum das Políticas Públicas 2014, que decorre em Lisboa até quinta-feira.

De acordo com a sintese da sondagem elaborada pela Eurosondagem para o Fórum, as mulheres fazem uma avaliação mais negativa (72,4%) da execução do PAEF do que os homens (67,7%) e também são elas que responsabilizam mais a troika pelas medidas de austeridade que foram aplicadas em Portugal, 55,2% contra 51,8% dos inquiridos masculinos.

Os inquiridos mais velhos, com mais de 60 anos, são os que avaliam mais negativamente a execução do programa (72,6%) e são também os que mais dizem que estão pior que há três anos (70,4%).

A maioria dos participantes na sondagem (67,6%) considera que Portugal está pior ao fim dos três anos de programa e apenas 19,85 tem opinião contrária.

Dos inquiridos, 76,8% disse que a sua situação e a da sua família está pior desde a intervenção da troika e apenas 11% diz que está melhor.

Apenas 6,5% dos inquiridos acreditam que a austeridade vai diminuir após o PAEF enquanto 41,3% consideram que vai aumentar e outros 42,45 que vai manter-se como está.

Este estudo de opinião da Eurosondagem baseou-se em 1.021 entrevistas telefónicas a pessoas com mais de 18 anos de todo o país.