A sede da empresa Rioforte, em Lisboa, está esta quarta-feira a ser alvo de buscas efetuadas pelo DCIAP (Departamento Central de Investigação e Ação Penal), no âmbito da operação Monte Branco.

Ao que a TVI apurou as autoridades estão apenas a aprender documentação e não existem detenções.

Também a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a «continuação de diligências» no âmbito do processo Monte Branco.

«Confirma-se a continuação de diligências no âmbito do processo Monte Branco», disse a PGR, escusando-se, para já, a adiantar mais pormenores, justificando que o inquérito está em segredo de justiça.

A operação Monte Branco está relacionada com um alegado esquema de fuga ao fisco e branqueamento de capitais através de um sociedade suíça de gestão de fortunas detida por Michel Canals e Nicolas Figueiredo, antigos quadros do banco suíço UBS, além de Álvaro Sobrinho, presidente não executivo do BES Angola.

Na passada quinta-feira, Ricardo Salgado foi detido e constituído arguido no âmbito do mesmo processo.

A RioForte apresentou na passada terça-feira um pedido de falência no Luxemburgo, por «não estar em condições de cumprir com as obrigações decorrentes de determinadas dívidas».

Esta quarta-feira, a revista «Sábado» avançava que José Sócrates estava a ser investigado no âmbito da operação Monte Branco. A PGR emitiu, contudo, um comunicado a desmentir que Sócrates fosse suspeito.

O ex-primeiro-ministro, José Sócrates, reagiu, na RTP, à notícia de que seria suspeito no caso Monte Branco. O ex-governante considerou que a notícia tem uma «motivação criminosa», garantiu que não conhece os envolvidos e apelidou mesmo de «canalhice» a informação veiculada pela revista Sábado. A PGR já desmentiu que o José Sócrates esteja a ser investigado.