Cerca de 300 trabalhadores de municípios de várias regiões do país, estavam cerca das 14:30, concentrados à porta do Ministério das Finanças, em Lisboa, manifestando-se pela manutenção das 35 horas semanais de trabalho.

Trabalhadores dos municípios do Porto, Coimbra, Portalegre, Vila Franca de Xira, Loures, Sines e Alcácer do Sal deslocaram-se ao início da tarde ao Ministério das Finanças para, como afirmaram, se manifestarem «em uníssono contra a política do Governo».

José António, coordenador da região de Portalegre do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), disse que se opõem «ao retrocesso social e à redução de vencimentos».

Já Alfredo Ribeiro, trabalhador da Câmara do Porto, segurando uma bandeira do STAL, sublinhou que, além da manutenção das 35 horas semanais de trabalho, esta manifestação é de desagrado face à situação do país e contra as políticas do governo.

Por seu turno, Sónia Bastos, trabalhadora da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, criticou a situação do país e «as dificuldades com que as pessoas vivem, principalmente com os cortes salariais».

Os trabalhadores, além de bandeiras, seguram também cartazes de protesto, onde se lê «Leiria diz não aos roubos, à injustiça e à imoralidade», «Trabalhadores em luta em defesa das 35 horas», «Município de Loures em luta. Governo: rua!» e «Roubados mas não calados».

Na Avenida Infante D. Henrique, 20 polícias fazem guarda à porta do Ministério das Finanças e alguns carros buzinam em forma de solidariedade a esta manifestação.

A reposição das 35 horas de trabalho semanal e a reivindicação da aplicação dos Acordos Coletivos de Entidade Empregadora Pública (ACEEP), assinados entre os sindicatos e as autarquias e que aguardam a promulgação do Ministério das Finanças para que possam ser aplicados, contra as 40 horas semanais em vigor na administração pública, são as principais reivindicações dos manifestantes.