O inspetor-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), Pedro Portugal Gaspar, disse esta sexta-feira, em Évora, que, para si, é um assunto "completamente encerrado" o caso da alegada ´lista VIP`, que o Ministério da Economia concluiu "não existir".

"Já prestei todas as declarações que tenho a dar sobre essa matéria", afirmou o responsável da ASAE, quando questionado pelos jornalistas sobre queixas do sindicato que denunciou o caso de não ter acesso ao inquérito.

Segundo a edição de hoje do jornal i, o sindicato queixa-se de que o Ministério da Economia não mostra o inquérito, apesar de os inspetores terem pedido a sua consulta logo no dia em que as conclusões foram tornadas públicas.

"Aqui está um exemplo de um processo imparcial", disse ao jornal o presidente do sindicato, Albuquerque do Amaral.


O inspetor-geral da ASAE, que hoje se deslocou a Évora para apresentar a atividade operacional do organismo no primeiro semestre deste ano, respondeu que, para si, "é um assunto completamente encerrado".

"Sobre essa matéria, já prestei declarações em sede de inquérito" e na Assembleia da República "e, portanto, não tenho nem mais uma palavra a dizer sobre isso", limitou-se a afirmar Pedro Portugal Gaspar.


No dia 15 deste mês, a Secretaria-Geral do Ministério da Economia concluiu que “não existe qualquer lista VIP” na ASAE, nem “é utilizado qualquer instrumento que implique um tratamento diferenciado na atuação” da inspeção económica.

As conclusões constam de um inquérito instaurado pelo ministro da Economia, após a Associação Sindical dos Funcionários da ASAE (ASF-ASAE) ter denunciado, em junho, situações em que os inspetores foram proibidos de fiscalizar determinados agentes económicos e em que as brigadas receberam ordens para abandonar os locais que estavam a inspecionar.