O mais longo eclipse total da Lua do século acontece esta sexta-feira. Se quer observar o maior até 2100 em termos de duração nas melhores condições, há algumas dicas que devem ser seguidas.

 Durante este eclipse, a Lua ganhará uma tonalidade vermelha em resultado da luz projetada no espaço pelo Sol, por isso ter o nome de “Lua sangrenta”.

Em Portugal continental, a Lua nasce às 20:47 e o meio do eclipse, que diz respeito ao máximo do eclipse visível, acontece pelas 21:22.

Tanto no continente como nas ilhas, para que possa observar o fenómeno, tem que escolher um lugar onde o céu esteja limpo e a linha de horizonte, a nascente, desimpedida.

Para ter uma boa observação, “no momento do nascimento da Lua, o céu deve estar limpo e o horizonte desimpedido”, afirma Rui Agostinho, diretor do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL.)

Rui Agostinho aconselha os curiosos a escolherem lugares onde a vista do céu, virado a Este com alguma inclinação a Sul, seja feita de forma desimpedida.

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Por isso, no caso de Lisboa, o conselho vai no sentido de as pessoas escolherem ver o fenómeno acontecer junto à zona ribeirinha do Tejo, onde a vista é desimpedida de obstáculos e o céu prevê-se que esteja limpo.

Mais a norte, no Porto, a esta zona junto ao Douro já não é aconselhável porque o relevo da cidade é acidentado e a linha do horizonte é impedida.

No Algarve, as praias que permitam visibilidade nesta direção também são uma boa escolha para quem está no sul.

Para que a observação seja feita com sucesso, o truque principal é escolher um local onde não existam impedimentos à vista do céu, sobretudo desde a linha do horizonte. O importante é escolher, então, pontos altos, sem prédios ou relevo acidentado, que impeçam o alcance do horizonte.

Além disso, se não conseguir encontrar o lugar ideal, pode sempre recorrer às experiências do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, do Planetário Calouste Gulbenkian, do Planetário do Porto e do Centro Ciência Viva de Constância.

Assista aqui ao eclipse lunar:

Estes organismos vão organizar para esta sexta-feira sessões de observação do eclipse lunar, dos planetas e das estrelas.

Este fenómeno pode ser observado a partir da Austrália, Antártida, Ásia, África, Médio Oriente, Europa, América do Sul, sul do Oceano Pacífico, Oceano Índico e Oceano Atlântico, diz o Observatório Astronómico de Lisboa, destacando que só na América do Norte e Central as pessoas não vão poder ver.

Por definição, o eclipse total da Lua ocorre quando "a Terra se encontra entre o Sol e a Lua, de forma a projetar a sua sombra na Lua, e a Lua atravessa completamente a sombra da Terra", refere o OAL.