A detenção de sete pessoas e a apreensão de quase cinco mil doses de cocaína, heroína e haxixe e armas de fogo foram o resultado da operação que a PSP realizou na quinta-feira em Vila Real de Santo António.

Em comunicado de imprensa, a PSP informou hoje que todos os detidos - «mãe, filhos, nora e vizinhos» - são suspeitos de tráfico de estupefacientes e que, à exceção da matriarca, nenhum deles tem ocupação profissional.

A operação, denominada «BDC» (Bairro da Caixa), começou pelas 14:00 de quinta-feira e permitiu dar cumprimento a sete buscas domiciliárias em Vila Real de Santo António e Monte Gordo, sete mandados de busca e apreensão para três ciclomotores, uma embarcação, duas viaturas e uma barraca de apoio e dois mandados de detenção fora de flagrante delito.

A operação culminou com a detenção de duas mulheres ¿ de 21 e 43 anos ¿ e cinco homens, com idades entre os 18 e os 31 anos, que vão ser presentes ao tribunal de turno no sábado a partir das 09:30.

A PSP apreendeu armas de fogo (pistola de alarme, shot gun em plástico e uma carabina), 300 doses de cocaína já dividida em sacos pequenos e médios, 180 doses de heroína, placas de haxixe e línguas equivalentes a 4.305 doses, canábis Sativa equivalente a 327 doses e 4.200 euros em dinheiro.

Foram ainda apreendidos punhais, uma catana, um bastão extensível, um ¿spray¿ paralisante, várias munições, três bastões, 22 telemóveis, utensílios para corte de droga, duas viaturas, um barco e três motociclos e dois televisores LCD, dois computadores portáteis, um tablet, um iPhone, uma soqueira, um crachá da PSP não numerado do Comando Distrital de Faro, duas máquinas fotográficas e duas máquinas de filmar.

Na operação, realizada após 12 meses de investigação, participaram agentes da PSP de Vila Real de Santo António, do Corpo de Intervenção da Unidade Especial da PSP, elementos da Investigação Criminal da PSP de Faro e de Tavira e ainda a GNR de Monte Gordo.

Durante a operação, elementos da PSP com gorros e metralhadoras controlaram o perímetro da casa e impediram a aproximação de transeuntes, enquanto outros procederam às buscas domiciliárias na casa dos suspeitos.

Um morador, que pediu anonimato, disse à Lusa que a casa alvo das buscas era frequentada por «pessoas que estão ligadas ao consumo de droga, de fora do bairro, a entrar e a sair a qualquer hora», sem preocupações de serem vistas pelos vizinhos, que «ainda eram insultados se dissessem alguma coisa».