Notícia atualizada às 16:13

A Polícia Judiciária intercetou um veleiro com 600 quilos de cocaína, nas águas internacionais ao largo de Sagres. A operação resultou na detenção de dois homens estrangeiros e na apreensão da embarcação. Ainda no final de setembro, já tinha sido apanhado outro veleiro com a mesma droga .

Os dois homens ficaram hoje em prisão preventiva, segundo informação da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Os arguidos, de nacionalidade ucraniana e com 39 e 45 anos, «transportavam por via marítima, num veleiro pertença de um deles, um total de 599 fardos de cocaína, correspondentes a 599 quilogramas e a 2.995.000 doses individuais», refere uma nota na página da internet da PGDL.

De acordo com o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE), a apreensão constituiu «um rude golpe» na organização criminosa, uma vez que o valor da cocaína pode chegar aos 19 milhões de euros «a preços praticados na rua».

Os detidos partiram da América do Sul, navegaram ao largo dos Açores e da Madeira, tendo sido abordados em águas territoriais portuguesas, próximo do território continental, pela Polícia Judiciária (PJ), com o auxílio da Marinha Portuguesa, na terça-feira.

Segundo a PGDL, o estupefaciente tinha como destino a Europa e o veleiro navegava com pavilhão britânico caducado desde 1999.

Os dois homens, que estão «fortemente indiciados pelo crime de tráfico de estupefacientes agravado pelo intuito lucrativo», ficaram sujeitos à medida de coação de prisão preventiva, depois de presentes hoje a primeiro interrogatório judicial.

A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público na 1.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa e executada pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ.

Num comunicado emitido anteriormente, a PJ informou que a apreensão decorreu no âmbito de uma operação realizada nos últimos dias em águas internacionais, ao largo de Sagres, em colaboração com a Marinha e a Força Aérea portuguesas.

Aquela força de investigação acrescentou que a operação se insere «num quadro mais vasto de identificação, combate e desmantelamento de redes criminosas organizadas que vêm utilizando este género de "modus operandi" para a introdução de cocaína no Continente Europeu».