O Tribunal de Chaves decretou a prisão preventiva para os quatro suspeitos, incluindo um guarda prisional, de introduzirem e venderem droga no estabelecimento prisional local, disse esta quinta-feira fonte da Polícia Judiciária (PJ).

A Unidade Local de Investigação Criminal da PJ de Vila Real deteve na terça-feira três homens e uma mulher, entre os 36 e os 42 anos, por procederem «de forma organizada e reiterada, à introdução e transação de estupefacientes num estabelecimento prisional».

Um dos detidos é um guarda prisional, de 42 anos e natural de Vila Real, que trabalhava no Estabelecimento Prisional de Chaves e era delegado sindical.

O guarda terá sido detido na posse de droga, quando alegadamente se preparava para entrar ao serviço.

Segundo disse fonte da PJ, o grupo, que foi ouvido em interrogatório judicial no Tribunal de Chaves durante a tarde e noite de quarta-feira, vai ficar a aguardar julgamento em prisão preventiva.

Esta polícia explicou que foi desencadeada uma operação policial que culminou com a realização de várias buscas domiciliárias e não domiciliárias e a apreensão de produto estupefaciente, bem como de outros objetos e documentos com presumível relevância probatória.

A investigação teve a colaboração da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e da Direção do Estabelecimento Prisional onde o guarda desempenhava funções.

Contactada pela agência Lusa, a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais confirmou a detenção do guarda prisional, no entanto salientou que «não comenta processos que estão a decorrer e se encontram em segredo de justiça».

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional reagiu com tristeza e choque à detenção do elemento que foi nomeado delegado sindical há cerca de dois meses na cadeia de Chaves.