Todos sabemos que o elevado consumo de sal é um risco para a saúde, mas um novo estudo veio mostrar que esta substância está também ligada a um novo grupo de doenças, as doenças auto imunes como a esclerose múltipla e a artrite reumatoide. A investigação foi levada a cabo pela Universidade de Yale e Harvard, nos Estados Unidos, e deixou os cientistas impressionados com os resultados.

Há muitos anos que se sabe que o elevado consumo de sal está associado ao aumento da pressão sanguínea, problemas cardíacos, derrames, cancro de estômago e osteoporose, sendo responsável por milhares de mortes todos os anos. Agora, um novo estudo provou que o facto do número de doentes auto imunes ter vindo a crescer entre 5 a 7% todos os anos, está não só ligado às toxinas ambientais, tabagismo e baixos níveis de vitamina D, como também ao elevado consumo de cloreto de sódio.

«O sal pode explicar muitos mistérios», afirmou um professor de neurologia e imunologia da Universidade de Yale, David Hafler, que garante que as doenças auto imunes aumentaram principalmente nos países desenvolvidos, onde o consumo de sal é mais elevado.


Em 2011, os especialistas analisaram mais de 80 pessoas, durante um ano para verificar alteração do curso de doenças auto imunes pelas bactérias intestinais e descobriram que o elevado consumo de fast food aumentou o número de células inflamatórias imunes. Intrigado com os resultados, Hafler investigou em ratos e depois nas células do sistema imunológico humano e os resultados foram os mesmos: os animais com um regime de elevado sal ficaram mais paralisados e aumentaram 10 vezes as células inflamatórias imunes.

Os investigadores estão preocupados e aconselham uma redução de sal em pessoas com doenças auto imunes como forma de melhor controlar a doença e em pessoas saudáveis de modo a evitar desenvolver problemas de saúde graves.