A legionella - ou doença do legionário - ficou conhecida devido a um incidente numa convenção da Legião Americana no Hotel Bellevue Stratford, na Filadélfia, em 1976, data em que 34 participantes morreram e 221 contraíram uma pneumonia grave por causa de uma bactéria identificada como legionella pneumophila.

Um surto de legionella com ligações ao Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, infetou 29 pessoas das quais duas morreram.

Esta bactéria reproduz-se na água - podendo existir em reservatórios naturais, como lagos e rios, ou reservatórios artificiais como sistemas de água doméstica, quente e fria, humidificadores e torres de arrefecimento de sistemas de condicionamento de ar, piscinas, jacuzzis, instalações termais e outros locais onde com facilidade se libertam aerossóis - e não é transmissível de pessoa para pessoa, como afirmou Francisco George aquando o surto de legionella em Vila Franca de Xira, em 2014.

A legionella pneumophila transmite-se através da inalação de gotículas de água, invisíveis a olho nu e alojadas em sistemas de refrigeração ou aquecimento e duches, com falta ou má manutenção.

Após a inalação desta bactéria, podem ter origem infeções como a Febre de Pontiac - forma menos severa, sem pneumonia, semelhante a uma gripe - ou a Doença do Legionário - forma mais grave, com pneumonia, podendo evoluir para uma pneumologia grave e que necessita de tratamento farmacológico.

 

Os sintomas e consequências da legionella agravam-se caso a pessoa infetada pela bactéria tenha comportamentos de risco - como tabagismo ou doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) -, tenham idade elevada, transplantes ou sofram de imunossupressão. Essas complicações tem mortalidade de cerca de 10% em pacientes com boa imunidade e de 80% em pacientes com imunidade baixa.

A prevenção da contaminação das águas faz-se através da adição de cloro contínua a longo prazo ou da elevação da temperatura da água para temperaturas entre os 60 e os 70 graus.