Notícia atualizada às 13:56

Um grupo de cerca de 20 professores invadiu, esta terça-feira, as instalações da escola Rodrigues Freitas, no Porto, à hora em marcada para a realização da prova de avaliação dos docentes.

Crato assegura que prova não está suspensa

O grupo impediu outros professores de entrar nas instalações para realizar ou vigiar a prova e fez barulho com apitos, altifalantes e tachos. Ouviram-se gritos de «Crato, rua! A escola não é tua!». E alguns agentes policiais chamados ao local tentam conversar com os líderes do protesto.

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Dos 50 professores que estavam inscritos para realizar a prova, compareceram apenas 12 até às 10:30.

O protesto foi desmobilizado cerca de duas horas depois, apesar da realização da prova.

Dirigentes sindicais impedidos de entrar em escola de Évora

Em Évora, dirigentes sindicais foram impedidos de entrar numa escola onde decorre a prova de avaliação de professores, tendo anunciado uma queixa-crime contra a direção do estabelecimento.

«Vamos apresentar uma queixa-crime em procedimento com a legislação, que diz que ninguém pode impedir os sindicatos de desenvolver a sua atividade sindical», afirmou Manuel Nobre, presidente do Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS), afeto à Fenprof.

Numa das entradas da Escola Secundária André de Gouveia, em Évora, Manuel Nobre tentou forçar a entrada no estabelecimento, mas foi impedido por funcionários, tendo a PSP identificado os envolvidos.

Por uma das portas da escola, só entraram os professores que iam realizar a prova, enquanto por outra entraram os docentes para serviço de vigilância aos colegas.

Numa das portas, os sindicalistas colocaram um cartaz onde se podia ler: «Professores em luta por uma profissão digna. Escola de qualidade».

Um plenário de professores acabou por se realizar de manhã numa outra escola da cidade.

Boicote com 100% de adesão em várias escolas

Uma responsável do movimento Boicote & Cerco garantiu que alguns vigilantes inviabilizaram esta manhã a realização do exame preferindo participar em reuniões sindicais. «A informação que temos é a que nos vem chegando de outros colegas que também estão a boicotar [a realização da prova de avaliação aos professores contratados há menos de 5 anos]», explicou Aurora Lima, adiantando que em Gaia, em Guimarães e em Braga os boicotes são completos.

«Na escola de Oliveira do Bairro, em Vila Nova de Gaia, o boicote é de 100%, ninguém vigia a prova», disse à Lusa Aurora Lima, que se encontra à porta da Escola Básica 2/3 Manuel da Maia, em Campo de Ourique.

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A responsável do movimento adiantou que, na escola secundária de São Torcato, em Guimarães, também não há professores [a fazer a] vigilância da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades, tendo estes aderido à reunião sindical promovida no estabelecimento de ensino.

Também na secundária de Amares, em Braga, o boicote é total, segundo disse Aurora lima, acrescentando que «alguns professores contratados deixaram a escola, não se submetendo à humilhação» do exame numa escola em Trás-os-Montes.

Em Lisboa, a polícia também foi à escola, mas professores fizeram a prova contrariados na escola D. Pedro V.