O presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) apelou hoje à dádiva de sangue, nomeadamente dos tipos mais raros (0 e A negativos), mas garantiu que a situação “é normal para a época”.

Hélder Trindade falava à agência Lusa a propósito do anúncio de várias sessões de colheitas que a Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro (ADASCA) agendou para setembro, tendo em conta as reservas de sangue dos tipos mais raros.

Segundo o presidente do IPSS, existem atualmente reservas destes tipos de sangue para cinco dias, o que “é normal para a época” de férias, em que se costuma registar uma quebra nas dádivas.

Isto significa que, tendo em conta um consumo diário que em média atinge as 42 unidades, e como existem 300 unidades em armazém, as reservas dão para cinco a seis dias, quando a situação ideal, e que deverá registar-se em breve, é de seis a sete dias.

Tendo em conta as quebras habituais desta época do ano, Hélder Trindade apela aos dadores, nomeadamente aos que não são regulares, para doarem o seu sangue e assim garantirem que as reservas não baixam.

Ainda assim, o presidente do IPSS ressalvou que as reservas são maiores (para 17 dias) se for contemplado o sangue que consta dos hospitais, que efetuam as suas próprias colheitas.

“Não estamos numa situação dramática”, disse Hélder Trindade que confia no altruísmo dos dadores para garantirem que os níveis das reservas deste tipo de sangue, bem como dos outros, não diminuem.