Os pagamentos em atraso há mais de 90 dias dos hospitais EPE voltaram a crescer em outubro e acumulam já o sétimo mês consecutivo de subida, depois da troika ter dito que Portugal tinha furado os últimos dois limites trimestrais.

De acordo com os números divulgados esta sexta-feira pela Direção-Geral do Orçamento, na síntese de execução orçamental relativa aos primeiros dez meses do ano, o valor dos pagamentos em atraso nos hospitais já cresceu 308 milhões de euros desde o início do ano.

Ainda assim, o valor global de pagamentos em atraso até desceu em outubro em 18 milhões de euros, estando 383 milhões de euros abaixo do valor registado no final de dezembro do ano passado.

A troika exige que o valor dos pagamentos em atraso há mais de 90 dias não possa crescer face ao valor registado no final do ano anterior.

Nos relatórios das últimas duas avaliações, FMI e Comissão Europeia alertaram para a derrapagem nestas dívidas em atraso nos hospitais EPE e disseram que Portugal não cumpriu as últimas duas metas trimestrais de não acumulação destas dívidas.

Ainda assim, a Direção-Geral do Orçamento (DGO) alerta que podem faltar alguns dos pagamentos feitos ao abrigo dos programas de regularização de dívidas dos hospitais e que os números das empresas públicas reclassificadas são antigos, porque ainda não foram reportados números mais atuais correspondentes ao período em análise, refere a Lusa.