O jovem de 17 anos, suspeito de ter alvejado mortalmente o segurança Nuno Cardoso, de 42 anos, no exterior da discoteca lisboeta Barrio Latino, foi presente esta segunda-feira a interrogatório judicial, no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, tendo ficado em prisão preventiva.

Segundo uma nota entretanto publicada na página da internet da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, o arguido ficou sujeito à medida de coação mais gravosa, prisão preventiva, “por se verificar o perigo, em razão da natureza e das circunstâncias do crime, de perturbação grave da ordem e da tranquilidade públicas”.

A investigação prossegue dirigida pelo Ministério Público da 11.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia Judiciária (PJ).

Desavença fatal

O rapaz, que se entregou à Judiciária no sábado, um dia após a morte do segurança, terá ido ao carro buscar uma arma de fogo, com a qual alvejou mortalmente Nuno Cardoso.

O desentendimento fatal ocorreu cerca das 13:00 da passada sexta-feira, no final de uma festa que decorria no Barrio Latino, quando um grupo de jovens foi impedido de continuar na discoteca, localizada na zona de Santos.

Os factos ocorreram na passada sexta-feira, por volta das 13:00, na sequência de uma altercação entre diversos indivíduos no interior de um bar situado na zona de Santos, em Lisboa, tendo os elementos da segurança do estabelecimento encaminhado os clientes desavindos para o exterior”, refere um comunicado divulgado esta segunda-feira pela Polícia Judiciária.

Esta força policial de investigação acrescenta que “as desavenças entre os mesmos continuaram no exterior, vindo um dos elementos da segurança do estabelecimento a ser atingido mortalmente por um disparo de uma arma de fogo efetuado pelo detido”.

Foi ao carro buscar a arma

TVI24 falou com o colega que socorreu Nuno Cardoso, após este ter sido baleado. Contou que o jovem de 17 anos foi ao carro buscar a arma, chegou a apontá-la também a este segurança e que, depois, baleou Nuno Cardoso.

segurança Nuno Cardoso foi morto a tiro, alvejado na cabeça, no final do turno à porta da discoteca. O autor do disparo terá fugido a pé pela linha do comboio, que passa no local, ligando Lisboa a Cascais.

Segundo a TVI24 conseguiu apurar, o indivíduo era frequentador do espaço noturno, na zona portuária de Santos, na capital, e tinha sido expulso da discoteca depois de desacatos no interior.

O segurança baleado, Nuno Cardoso, de 42 anos, ainda foi transportado para o Hospital de S. José, mas acabou por morrer.

A Câmara de Lisboa decidiu, entretanto, restringir o horário da discoteca, na sequência do pedido da Polícia de Segurança Pública (PSP) e de se terem constatado irregularidades.