A TVI sabe que o Ministério Público acusou Vale e Azevedo de ter ficado, numa conta pessoal, com mais de 1,2 milhões de euros no caso da venda dos direitos de transmissão dos jogos do Benfica.
 
O ex-presidente dos encarnados omitiu o contrato com a Global Sports Net à contabilidade do clube e terá recebido dinheiro numa conta offshore da Madeira, gerida por si.
 
O Ministério Público acusa-o agora de um crime de peculato e um de falsificação de documentos, pelo que Vale e Azevedo arrisca mais oito anos de prisão.
 
O Benfica teve as contas penhoradas entre 24 de abril e 13 de junho de 1998, dando tempo a Vale e Azevedo para simular pagamentos com o seu dinheiro para pagar dívidas do clube.
 
No entanto, segundo a acusação, o dinheiro nunca chegava a ser levantado da sua conta, criando créditos fictícios a seu favor que o MP diz não existirem.
 
Nas transferências feitas para as suas contas offshore, diz explicitamente «comissão por licença de direitos televisivos Benfica».

O advogado do Benfica, José Marchueta, disse à Agência Lusa que o processo, no qual o clube foi constituído como assistente, «encontra-se suspenso desde a acusação» devido a diligências da defesa do antigo presidente do Benfica por causa da extradição para Portugal.
 
Vale e Azevedo está preso desde 12 de novembro de 2012 no Estabelecimento Prisional da Carregueira, a cumprir 10 anos de prisão por apropriação de mais de quatro milhões de euros de transferências de futebolistas.