A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, concorda com o uso de canábis para fins terapêuticos. Em entrevista à TSF, esta sexta-feira, a responsável disse que não tem qualquer objeção quando está em causa o bem-estar e o conforto dos pacientes.

Não tenho nenhum preconceito ao uso da canábis. Antes pelo contrário. Se é efetiva, se faz bem às pessoas, se se pode regular como medicamento, estou de acordo", sublinhou.

"Todo o conforto, tudo o que se puder fazer para que os doentes não tenham dor, para que tenham bem-estar, boa qualidade de vida, para que melhorem a sua situação de base, e se facto houver evidência científica, como parece que há, [a canábis] usada terapeuticamente, não tenho nenhuma objeção", acrescentou a responsável.

Os projetos de lei do Bloco de Esquerda (BE) e do PAN sobre o uso de canábis para fins medicinais, em discussão esta quinta-feira, na Assembleia da República, baixaram à discussão na especialidade, na comissão parlamentar de Saúde, sem irem a votação. 

A baixa à comissão foi acordada entre os partidos com propostas e justificada, em plenário, pela deputada bloquista Mariana Mortágua como uma tentativa de se tentar "uma solução de compromisso" para se conseguir a "melhor lei possível" no Parlamento.

Mariana Mortágua admitiu que os dois projetos poderiam chumbar, depois de o PCP ter anunciado o voto contra, que se juntaria aos votos do PSD e do CDS. Os votos do BE, PAN e PS, que tem liberdade de voto, seriam insuficientes.