Um grupo de professores entregou esta segunda-feira o «canudo» nos serviços académicos da Universidade do Minho como forma de protesto contra o «silêncio ensurdecedor» das instituições de Ensino Superior sobre a prova de acesso à profissão.

Os docentes, que terão de realizar a referida prova no dia 18, segundo ordem do ministério da Educação, «exigiram» ainda a restituição do valor das propinas pagas ao longo da licenciatura argumentando que «foram enganados».

O grupo tentou ainda manifestar-se dentro da Universidade do Minho (UMinho), mas foi «conduzido» para o exterior da instituição.

«Fundamentalmente, prende-se com um silêncio ensurdecedor por parte do Ensino Superior relativamente a esta prova que querem que os docentes façam ao fim de tantos anos de serviço. Não faz sentido», explicou um dos professores em protesto, João Gomes.

De acordo com este docente, os professores deslocaram-se à UMinho, instituição onde tiraram as suas licenciaturas e fizeram a profissionalização por acharem «por bem» terem conhecimento de «alguma posição» por parte da universidade em relação à dita prova. Até porque com o apoio das universidades «esta prova não se iria realizar», referiu.

«Vamos pegar nos nossos certificados, canudos, diplomas, vamos deslocar-nos aos serviços académicos e vamos, de forma simbólica, reivindicar o valor das nossas propinas», disse.