A família de Diogo Moreira, desaparecido da zona de Brighton, no sul de Inglaterra, há uma semana, mostrou-se sensibilizada pela ajuda que estão a receber da comunidade local.

"Não fazia ideia que o Diogo tinha tantos amigos", confiou à agência Lusa Paulo Moreira, que se encontra na cidade desde segunda-feira para ajudar a encontrar o irmão mais novo.


Desde que chegou, acompanhado por Nuno, outro dos cinco irmãos, foram recebidos e apoiados de forma surpreendente, contou.

Os amigos de Diogo Moreira montaram a sua própria operação de busca, tendo espalhado pelas redondezas mais de mil cartazes de pedido de ajuda com fotografia e números de telefones para contacto.

Grupos de pessoas têm percorrido as ruas e estradas durante a noite e dia, a pé, bicicleta, de moto ou automóvel, disse à Lusa uma amiga, Gemma Doughty.

O apelo também está a circular nas redes sociais.

O caso está a atrair a atenção da comunicação social britânica local e passou a ser considerado prioritário pela polícia do condado de Sussex, afirmaram ambos.

"Hoje já vimos que está a trabalhar no terreno, com helicópteros, a procurar em zonas de campo onde ele gostava de passear", adiantou Paulo.


Diogo Moreira, de 29 anos, é natural de Espinho e vive no Reino Unido há cerca de seis anos, tendo começado por viver em Cardiff, no País de Gales.

Há cerca de três anos mudou-se para Brighton, onde começou a trabalhar num bar, tendo ingressado em 2014 no primeiro ano de Geologia e Ciência Ambiental na universidade da cidade.

Não é visto desde 14 de julho, embora o desaparecimento só tenha sido denunciado às autoridades dois dias depois por um amigo.

"Não nos preocupámos no início porque o grupo de amigos é grande, de diferentes nacionalidades e vive em diferentes casas", explicou o irmão.

O contacto por telemóvel era escusado porque o aparelho tinha sido perdido durante um festival nos dias anteriores.

Com o alongar do desaparecimento, bem como as circunstâncias, levaram à intervenção da polícia, que lançou entretanto um alerta.

Diogo saiu de casa deixando a porta entreaberta e deixou para trás todos os pertences, incluindo a carteira, cartão bancário e passaporte.


"Ele nunca faria isto de livre vontade. Quem conhece o Diogo sabe que ele nunca ia deixar os amigos preocuparem-se desta forma", garante Paulo Moreira.


Descreve o irmão como alguém muito responsável, que nunca tinha faltava ao trabalho, que foi escuteiro e gosta de montanhismo.

Gemma Doughty, para quem o amigo português "faz o melhor café de Brighton", considera inexplicável o desaparecimento por causa da personalidade de Diogo, vincou: "Ele odiaria este drama", contou à Lusa.

Segundo as autoridades, o português é um homem de estatura média com cabelos preto curto e olhos castanhos, que vestiria calças de ganga na altura do desaparecimento.