A empresa Tecnoforma terá mantido uma offshore, de onde também terão saído verbas para financiar o Centro Português para a Cooperação, na altura presidido por Passos Coelho. Ao semanário «Expresso», um ex-diretor da Tecnoforma revelou que a empresa tinha receitas provenientes de petróleo angolano.

A empresa Tecnoforma manteve uma companhia offshore na ilha de Jersey, onde eram depositados vários milhões de dólares por ano vindos de Angola. De acordo com o «Expresso», a operação terá sido mantida durante pelo menos 15 anos, entre 1986 e 2001.

A companhia em Jersey - a Form Overseas Limited - funcionava assim como uma espécie de «saco azul» para as despesas não declaradas em Portugal e não constantes das contas da empresa.



Ainda ao jornal «Expresso» o ex-diretor-geral da Tecnoforma Luís Brito diz que o dinheiro provinha dos serviços de formação prestados à Cabinda Oil Gulf, da Chevron, e era transferido, em quantias regulares, para uma conta da Tecnoforma em Almada, no antigo BCI (agora Santander).

Luís Brito, que foi o responsável da empresa em Cabinda, Angola, entre 1986 e 2001, assegura ainda que o Centro Português para a Cooperação, a ONG presidida por Passos Coelho entre 1997 e 1999, custou cerca de 200 mil contos, ou seja um milhão de euros por ano.

Os números parecem mais elevados do que a ideia passada por Passos Coelho durante o debate quinzenal de sexta-feira, onde à pergunta se recebia tostões ou milhões responder que milhões não seria comportável com as capacidades da empresa.

Os números, no entanto, são negados por Fernando Madeira, diretor da empresa à data dos factos.