O Tribunal São João Novo, no Porto, condenou esta quinta--feira a dois anos de prisão, suspensa na sua execução, uma mulher que organizou um congresso clínico, em 2014, e ficou com cerca de 69 mil euros.

Durante a leitura da decisão judicial, o presidente do coletivo de juízes referiu que a arguida, condenada por um crime de abuso de confiança, ficou com a pena suspensa por não ter antecedentes criminais e pelos motivos da apropriação do dinheiro, ou seja, dificuldades da sua empresa.

A acusação refere que os médicos responsáveis pelo congresso contrataram a mulher para tratar da coordenação e secretariado do evento, que se realizou em novembro de 2014, em Matosinhos, no distrito do Porto.

Para as despesas, os clínicos obtiveram patrocínios de laboratórios farmacêuticos, verbas essas recebidas pela arguida, a partir das quais foram pagos os encargos do evento e os honorários, contudo sobraram mais de 100 mil euros, dos quais entregou apenas 34.000 mil euros, apoderando-se dos restantes 69 mil euros, salientou.

O magistrado adiantou que estes factos foram dados como provados, sublinhando que a mulher integrou esse dinheiro na sua sociedade que, na altura, atravessava dificuldades económicas.

Num processo cível, a mulher foi condenada a pagar esses 69 mil euros aos médicos.