O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto acusou dois arguidos por burla qualificada, falsificação de documentos e fraude a entidades financeiras no valor global de 78,5 mil euros, foi divulgado esta quinta-feira.

Na sua página eletrónica, a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto explica que a acusação imputou a ambos os arguidos «dois crimes de falsificação de documento e dois crimes de burla qualificada», praticados «em coautoria», e a apenas um deles «três crimes de falsificação de documento e três crimes de burla qualificada».

«O montante global de prejuízo para as entidades financeiras» lesadas em «contratos de venda a crédito», entre os anos de 2007 e 2009, foi de 78,5 mil euros, acrescenta a PGD.

De acordo com a acusação do DIAP do Porto, os arguidos apresentaram «propostas de aquisição de bens a crédito em nome de pessoas que lhes eram completamente alheias» e a cujos elementos e documentos de identificação, fiscais e bancários acederam, «umas vezes por furto, outras por modo não apurado».

Na sua página eletrónica, a PGD esclarece que, para tal, os indivíduos se aproveitaram do «conhecimento que tinham do processo de financiamento de aquisições de bens de consumo a crédito através de entidades financeiras».

«Estas propostas, apresentadas pelos parceiros comerciais às financeiras, foram aprovadas como se o negócio proposto fosse sério e verdadeiro, em grande medida com base na relação de confiança existente entre a financeira e o seu parceiro comercial», esclarece a PGD.

Desta forma, os arguidos apropriaram-se do «montante financiado» ou do «bem adquirido com ele», acrescenta.