Seis doentes tratados numa clínica de hemodiálise em Lisboa foram contaminados com o vírus da hepatite C. A empresa disse que comunicou a situação de imediato às autoridades de saúde e garantiu que o caso está controlado.

“Trata-se de um episódio pontual que naturalmente nos preocupa, que aconteceu pela primeira vez na história da Diaverum e sobre o qual estamos neste momento a investigar as possíveis causas", lê-se num comunicado do diretor-geral da empresa enviado à Lusa. 

A clínica garante que informou "de imediato a Direção-geral da Saúde" e que  já foram realizadas inspeções por parte das autoridades de saúde para fazer uma avaliação local do caso, “tendo-se verificado que a situação está controlada, sem qualquer perigo acrescido de contágio”.

A Diaverum lembra ainda no comunicado que os seis estão a ser submetidos a apertada vigilâncias clínica e laboratorial, não apresentando no momento quaisquer sintomas.

“A hepatite C é uma doença geralmente assintomática, que tem um longo período de evolução após ser detetada, manifestando-se habitualmente, enquanto doença, passados mais de 20 anos”, acrescenta a nota.

A RTP divulgou hoje de manhã a informação que agora a empresa vem confirmar de que foram detetados, em outubro, anticorpos do vírus da hepatite C naqueles doentes.

A  clínica da Diaverum, que fica localizada em Entre Campos, na capital, assegura que "cumpre as práticas, métodos e procedimentos de qualidade e rigor, de acordo com os parâmetros internacionais, podendo funcionar normalmente”.
 

Ministro à espera de mais informação


Oo ministro da Saúde está a par do caso, garantindo que “está em curso” a identificação das circunstâncias em que terá ocorrido a contaminação. Esse trabalho está a ser feito pela Direção-geral da Saúde e pela Inspeção-geral das Atividades em Saúde, bem como pela Entidade Reguladora da Saúde.

Leal da Costa lembrou que “há um risco que não é zero de poder acontecer a transmissão de vírus hemáticos, como o da hepatite C, através dos sistemas de hemodiálise”.

“Se houver indicação no sentido de que é necessário interromper o trabalho dessa clínica isso será feito”, afirmou o ministro aos jornalistas à margem do Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas, indicando que aguarda as conclusões das averiguações.

Contudo, segundo a empresa, as autoridades de saúde concluíram que a clínica cumpre os critérios e que pode continuar a funcionar normalmente.