Fernando Rocha Andrade, Jorge Costa Oliveira e João Vasconcelos, antigos secretários de Estado, constituídos arguidos no caso das viagens ao Europeu de Futebol pagas pela Galp, já foram ouvidos pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP)) de Lisboa, na na sequência do processo “Galpgate”. De acordo com uma nota da Procuradoria-Geral da República, os três antigos governantes ficaram sujeitos a termo de identidade e residência.

Fernando Rocha Andrade, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, João Vasconcelos, antigo secretário de Estado da Indústria e Jorge Costa, da Internacionalização pediram no dia 9 de julho a demissão do Governo por acreditarem que seriam constituídos arguidos no caso das alegadas vantagens indevidas recebidas pela Galp, nomeadamente viagens, refeições e bilhetes para jogos do Euro 2016.

Jorge Costa Oliveira, Fernando Rocha Andrade e João Vasconcelos afirmam que foram "sempre transparentes" sobre esta questão e "reafirmam a sua firme convicção de que os seus comportamentos não configuram qualquer ilícito", o que dizem querer "provar no decorrer do referido inquérito".

"Todavia, nas atuais circunstâncias, entendem que não poderão continuar a dar o seu melhor contributo ao Governo e pretendem que o executivo não seja prejudicado, na sua ação, por esta circunstância", referem, a propósito do pedido de exoneração.

No dia seguinte, a Procuradoria-Geral da República informou que o Ministério Público determinou a constituição dos três governantes como arguidos neste processo, conhecido como "Galpgate", e que estes se iriam juntar a um chefe de gabinete, um ex-chefe de gabinete e um assessor governamental, que já o haviam sido.

Neste processo foram também constituídos arguidos outros três membros de gabinetes ministeriais, entre eles Vítor Escária, assessor económico do primeiro-ministro António Costa.

Ministério Público levanta imunidade de Cristóvão Norte

Entretanto, há mais um político envolvido no caso: trata-se do deputado do PSD Cristóvão Norte, que viu a imunidade parlamentar ser levantada a pedido do Ministério Público.

Cristóvão Norte foi um dos políticos que assistiu a um jogo da Seleção portuguesa no Euro2016, em França. No entanto, o deputado do PSD sempre disse que o convite lhe fora feito por um amigo que trabalhava na Galp e não pela própria empresa.