Os investigadores descobriram alterações nas capas protetoras localizadas no fim dos cromossomas que acontecem uma década antes do cancro ser diagnosticado. 

Quando as capas protetoras, conhecidas como telómeros e que previnem danos no DNA, começam a diminuir significativamente de tamanho e ficam desgastadas, é um sinal de que, no futuro, será diagnosticado cancro no indivíduo.

"Vemos uma forte ligação entre as cápsulas padrão e uma ampla variedade de cancros" , afirma o autor do estudo e professor de medicina preventiva, Lifang Hou.

Todas as pessoas a quem foram identificadas alterações nas capas de proteção, anos mais tarde foi-lhes diagnosticada a patologia. Nessas, o processo de aceleração e encurtamente das telómeros parou três a quatro anos antes de ser identificada a doença.

As capas protetoras encurtam cada vez que se dá uma divisão celular e quanto mais velha é a pessoa mais a celula é dividida e mais pequenas são as capas, sendo cada vez mais provável que a pessoa desenvolva cancro a qualquer momento.

«Esta patologia sequestra as telómeros encurtadas de modo a que a doença cresça no corpo. A compreensão desse padrão de crescimento pode significar um biomarcador preventivo de cancro», explica Hou.