As mulheres consolidaram nos últimos anos a sua maioria entre os estudantes universitários da União Europeia e estão também a aumentar entre os médicos e os directores de empresas, indicam estatísticas esta sexta-feira divulgadas, avança a agência Lusa.

Em 2006, 55 por cento dos estudantes universitários na UE eram mulheres, mais dois por cento que em 1998 (53 por cento), referem números do gabinete de estatísticas da UE, Eurostat, divulgados a propósito da celebração do Dia Internacional da Mulher no próximo domingo.

A superioridade numérica das mulheres nas universidades regista-se em todos os países da UE excepto na Alemanha, onde homens e mulheres registam percentagens praticamente iguais: 50,3 e 49,7 por cento respectivamente.

Os países que maior percentagem de universitárias têm são a Letónia (63 por cento), a Estónia (62) e a Lituânia e a Suécia (60). No outro extremo, além da Alemanha, estão a Grécia, Chipre e a Holanda, todos com 51 por cento.

Neste aspecto, Portugal apresenta um número muito próximo da média europeia - 55,2 por cento -, mas regista uma pequena descida em relação a 1998, quando as mulheres representavam 56 por cento da população universitária.

Escolha dos cursos universitários

A escolha dos cursos universitários na UE mostra contudo diferenças importantes entre os sexos.

As mulheres são claramente minoritárias nos cursos de engenharia - 17,4 por cento - e, em contrapartida, expressivamente maioritárias nos cursos de ensino e ciências de educação - 75,3 por cento. A presença feminina é também superior nos cursos de gestão e administração (55,2 por cento).

Em Portugal, os números não são muito diferentes: 17,4 por cento em engenharia (menos 4,8 por cento que em 1998), 82,2 por cento no ensino e ciências de educação (mais 3,8) e 54,8 por cento na gestão e administração (menos 0,8).

Os dados do Eurostat concluem também que há cada vez mais mulheres a exercer medicina na UE: 41 por cento do total de médicos, mais seis que os 35 por cento registados em 1996.

Os países bálticos são aqueles onde a proporção de médicas é maior - Letónia (70 por cento), Estónia (69) e Lituânia (68) - e, no extremo oposto estão Malta (22 por cento) e Luxemburgo (27).

Em Portugal, a percentagem de médicas é superior à média europeia e corresponde a quase metade do total de profissionais: 47,2 por cento, mais 5,2 que há dez anos.

Mulheres nos cargos directivos

Nos cargos directivos das empresas o número de mulheres também aumentou, embora esse crescimento seja mais lento: 33 por cento em 2007, 30 por cento em 2001.

As percentagens mais elevadas de mulheres directoras de empresas registam-se na Letónia (40,1 por cento), Lituânia (38,4) e França (37,9), e as percentagens mais baixas em Chipre (15 por cento), Malta (19) e Luxemburgo (21).

Em Portugal, o número de mulheres nas direcções das empresas é menor que a média europeia: 31,8 por cento em 2007, mais um por cento que em 2001.