A vacina que está a ser utilizada contra a gripe é menos eficaz este ano.
 
O próprio vírus é mais agressivo, sobretudo para crianças que tenham até três anos, idosos com mais de 75 e doentes crónicos.
 
Segundo o «Correio da Manhã», o habitual nível de proteção da vacina ronda os 70 por cento, mas desta vez não deverá passar dos 50%. Quer isto dizer que reduz a proteção e aumentam os casos de infeção respiratória.

«As vacinas são sempre construídas relativamente ao vírus que circula no ano anterior. Portanto, o grau de concordância é praticamente prefeito relativamente ao vírus do ano passado. Acontece que os vírus da gripe se replicam muito rapidamente e sofrem mutações. Este ano já sabemos que o vírus sofreu alguma mutação e que a concordância desta estirpe de vírus não é tão grande como tem sido noutras ocasiões», explicou à TSF a diretora do programa nacional de doenças respiratórias, Cristina Bárbara.
 
De acordo com alguns especialistas, neste inverno rigoroso, o número de mortes por gripe poderá aumentar, sendo que o pico do surto é esperado no final de janeiro.
 
O frio em excesso também não ajuda. Por isso, foram já administradas mais de 80 por cento das vacinas gratuitas.

«Nós sabemos que as vacinas, mesmo as com menos concordância antigénica, têm eficácia e reduzem significativamente a probabilidade de morte e de doença grave. Daí a razão de, ainda agora, ser importante as pessoas se vacinarem», conclui Cristina Bárbara.