A maioria dos profissionais de educação das escolas deve ter formação em suporte básico de vida, sugere o Programa Nacional de Saúde Escolar ¿ 2014, colocado esta quarta-feira em discussão pública.

«É importante que a escola disponha de um local próprio para primeiros socorros e que a maioria dos profissionais de educação possua formação em suporte básico de vida», refere o documento.

A Direção-Geral de Saúde lembra que, nas escolas, os traumatismos dos membros e da cabeça são as lesões mais frequentes e que a intervenção pós-acidente é um «aspeto crítico no que respeita à segurança nos espaços educativos».

As equipas de saúde escolar devem aumentar as competências da comunidade escolar na avaliação da criança vítima de acidente e prestação de primeiros socorros.

Deverão para isso criar recursos de apoio à formação sobre primeiros socorros e suporte básico de vida (SBV).

Além dos profissionais, também as crianças a partir dos 10 anos são capazes de aprender e aplicar técnicas de SBV: «esta formação precoce reduz a ansiedade sobre os possíveis erros e aumenta acentuadamente a disponibilidade para ajudar».

Segundo dados citados no documento da DGS, as condições do piso das escolas contribuem para quase metade dos acidentes escolares e entre 25 a 35% dos acidentes ocorrem nos recreios.