A falta da vacina contra difteria, tétano e tosse convulsa não põe em causa a saúde pública ou das crianças, garantiu o diretor-geral da saúde, acrescentando contudo que a sua distribuição foi reestabelecida no final de dezembro.

Em causa está a falta da vacina tetravalente (difteria, tétano e tosse convulsa) e/ou pentavalente (mais hepatite B), verificada, em novembro de 2015, em alguns centros de saúde do país.

O diretor-geral da Saúde esclareceu esta quinta-feira, em comunicado, que as falhas da disponibilidade de vacinas são pontuais e “não põem em causa a saúde individual ou pública, atendendo a que as doenças abrangidas pelo Programa Nacional de Vacinação estão controladas ou mesmo eliminadas, como é o caso da poliomielite e do sarampo”.

“Em todo o caso, e pela imunidade que a vacinação confere ao longo da vida, as crianças que excecionalmente não são vacinadas ficam referenciadas na sua unidade de saúde e são chamadas logo que a vacina volte a estar disponível, para cumprimento do seu calendário vacinal”, sublinha o responsável, em declarações à Lusa.


No entanto, a DGS, em parceria com o INFARMED, com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e com a Indústria Farmacêutica, procurou, oportunamente, disponibilidades no mercado mundial, que resultaram no restabelecimento da distribuição das vacinas tetravalente e pentavalente na última semana de dezembro, esclarece.

Francisco George reconhece que estas falhas acontecem pontualmente, e não apenas em Portugal, porque “o mercado mundial fornecedor de vacinas é limitado”, de tal forma que a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) já “alertou os países para a possibilidade deste problema persistir nos próximos anos”.