As regiões portuguesas que registam menos internamentos por doenças respiratórias são as que têm maior mortalidade por estas patologias, uma questão que preocupa as autoridades de saúde que querem resolver esta «assimetria regional».

De acordo com o relatório sobre as doenças respiratórias divulgado hoje pela Direção-geral da Saúde (DGS), as regiões Norte e de Lisboa e Vale do Tejo são as que têm mais internamento, mas é no Alentejo e no Algarve que se regista a maior letalidade nos hospitais pelas mesmas doenças.

«Há um efeito de espelho, uma assimetria regional que nos preocupa e temos de investigar porque é que ela ocorre», adiantou aos jornalistas Cristina Bárbara, diretora do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias.

A responsável disse não ser surpreendente que a maioria dos internamentos se situe nas regiões Norte e de Lisboa e Vale do Tejo, por ser onde se concentram muitos hospitais, mas avisou que é necessário analisar a elevada mortalidade nas regiões com menos doentes internados.

Segundo o relatório, o incremento das doenças respiratórias crónicas em Portugal vê-se também através do aumento dos encargos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com os medicamentos para esta patologias, que quase duplicaram em cinco anos.

Estes fármacos representavam 3,9 por cento dos encargos do SNS em 2007 e passaram para mais de seis por cento em 2011.