A Direção-Geral da Saúde recomenda à população, especialmente aos idosos, crianças e doentes crónicos, que adote medidas de prevenção, como beber mais água, devido à previsão de temperaturas elevadas.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê, a partir desta sexta e, pelo menos, até terça, uma subida considerável das temperaturas, em especial da máxima, atingindo valores entre 32 graus e 42 graus, na generalidade do território.

De acordo com esta previsão, a DGS emitiu um comunicado, assinado pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, com várias recomendações para a população, em especial para os grupos mais vulneráveis, se proteger do calor.

No comunicado, publicado no site da DGS, a autoridade de saúde recomenda aos portugueses de que se mantenham hidratados, bebendo mais água, e usem “roupas leves e largas”, chapéu e óculos escuros.

No período de maior calor, entre as 11:00 e as 17:00, a DGS recomenda à população que evite a exposição solar e atividades físicas no exterior e “permaneça duas a três horas por dia num ambiente fresco ou com ar condicionado”.

Mas “sempre que estiver ao ar livre, use protetor solar com índice de proteção igual ou superior a 30. Renove a sua aplicação de duas em duas horas ou de acordo com a indicação da embalagem”, sublinha o comunicado.

Evitar as mudanças bruscas de temperatura, seguir as recomendações do médico assistente, acautelar que a casa aqueça demasiado, correndo as persianas ou portadas, e ao entardecer deixar o ar circular pela casa são outras recomendações da DGS.

Graça Freitas apela ainda aos portugueses que se mantenham “em contacto e atento aos familiares e pessoas conhecidas que vivam isoladas, em especial, se forem idosas ou de grupo vulnerável”, segundo a Lusa.

A Direção-Geral da Saúde assegura, no comunicado, que o sistema de saúde está preparado para adequar os seus serviços de acordo com os Planos de Contingência para Temperaturas Extremas Adversas, com o objetivo de minimizar o impacto do calor na saúde.

A autoridade de saúde recomenda às pessoas que, caso seja necessário, liguem para a Saúde 24 (808 24 24 24) e, em caso de emergência, para o 112.

Também a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) emitiu um aviso à população devido à previsão de altas temperaturas, apelando aos portugueses que adotem “comportamentos de precaução” para evitar os incêndios e os efeitos do calor na saúde.

O índice de risco de incêndio mantém-se em níveis elevado e muito elevado, em especial nas regiões do interior norte e centro, Vale do Tejo e Algarve.

Prevê-se também “um agravamento generalizado e um alargamento para o litoral, durante o fim de semana, reunindo condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios florestais”, refere a Proteção Civil em comunicado.

A ANPC recorda ainda que o calor pode ter efeitos sobre a saúde, sobretudo nas populações mais vulneráveis (crianças, idosos e doentes crónicos)

Para minimizar as consequências desta situação, a Proteção Civil (ANPC) recomenda “a todos os cidadãos a adoção de comportamentos de precaução que evitem os incêndios florestais e os efeitos do calor na saúde”.

No comunicado, a ANPC lembra que, nesta altura do ano, não é permitido realizar queimadas, fogueiras para recreio ou lazer nos espaços rurais, nem utilizar equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confeção de alimentos.

Outros comportamentos proibidos são “queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes”, lançar foguetes, fumar ou fazer lume nos espaços florestais e vias que os circundem.

Na realização de trabalhos agrícolas e florestais, a Proteção civil aconselha os agricultores a manterem as máquinas e os equipamentos limpos de óleos e poeiras e a abastecer as máquinas a frio num local com pouca vegetação.

Apela ainda aos portugueses para que tenham “cuidado com as faíscas durante o seu manuseamento”, evitando a sua utilização nos períodos de maior calor.