O número de vítimas mortais em acidentes de viação com substâncias psicotrópicas no organismo, nomeadamente álcool e drogas, aumentou nos últimos cinco anos, de acordo com o relatório «Portugal – Saúde Mental em Números 2014».

O relatório do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção Geral da Saúde (DGS), que será apresentado esta quinta-feira em Lisboa, refere que, entre 2009 e 2013, o número de vítimas mortais em acidentes de viação com resultados positivos no rastreio para a presença de substâncias psicotrópicas aumentou, representando 11,2% dos rastreios feitos no ano passado pelo Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses (IMLCF).

A combinação de álcool e droga é mais frequente nestas vítimas mortais em acidentes de viação, atingindo os 53,8 por cento, refere o documento.

Em 2013, foram identificadas 26 vítimas mortais de acidente de viação (condutor do veículo) com substâncias psicotrópicas no organismo, detetadas por autópsia no IMLCF.

Destas 26 vítimas mortais, 11,5 por cento tinham canabinóides no organismo, 26,9 por cento opiáceos, 3,8 por cento cocaína e metabolitos e 3,8 por cento várias drogas.

Em 2012, registaram-se 154 óbitos com suspeita de suicídio, dos quais 23 deram positivo para etanol, quatro para canabinóides, quatro para opiáceos e três para cocaína.

Os autores do documento identificaram, em 2012, 2.288 óbitos por doenças atribuíveis ao álcool, como descreve a Lusa.

No mesmo ano, foram ainda registados 93 óbitos atribuídos a perturbações mentais e comportamentais devidas ao uso de álcool.