Notícia atualizada

Doze pessoas, incluindo três policias, foram detidas pela PJ por crimes de associação criminosa, sequestro, roubo qualificado, usurpação de funções, abuso de poderes e posse de armas proibidas, divulgou aquela polícia.

Os detidos, 11 homens e uma mulher, com idades entre os 31 e 43 anos, dedicavam-se «a sinalizar potenciais alvos para os roubarem no interior das suas residências, simulando tratar-se de verdadeiras ações policiais a cumprir buscas domiciliárias judicialmente ordenadas, tendo alguns deles utilizado, em certas ocasiões, as suas próprias fardas para assim melhor credibilizarem as atuações», informa a PJ.

Os crimes investigados ocorreram nos distritos de Lisboa e Setúbal, tendo em alguns dos casos sido utilizada a violência e a coação para que as vítimas fornecessem informação sobre os locais onde se encontravam escondidas quantias monetárias, objetos e produtos com valor acrescentado.

Na operação policial, desencadeada pela Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da PJ, em articulação com o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), foram realizadas 28 buscas domiciliárias e não domiciliárias, tendo sido possível apreender «relevantes elementos de prova».

Os detidos vão ser submetidos a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.