Os quatro militares da GNR detidos na quarta-feira pela PSP de Cascais saíram esta quinta-feira em liberdade após primeiro interrogatório no tribunal local, mas só vão conhecer as medidas de coação na sexta-feira, disse fonte judicial.

A mesma fonte adiantou que os quatro militares da GNR são indiciados pelo «crime de corrupção passiva, relacionado com metais não preciosos».

Após seis horas de interrogatório, a juíza de instrução criminal do Tribunal de Cascais determinou restituir a liberdade aos quatro suspeitos, excluindo-se, então, a medida de prisão preventiva e garantindo-se a coação de termo de identidade e residência. O primeiro interrogatório judicial será retomado às 09:30 de sexta-feira, para leitura de despacho.

Um sargento, dois cabos e um guarda, colocados na Direção de Investigação Criminal da GNR, foram detidos na quarta-feira pela PSP de Cascais no cumprimento de mandados judiciais emitidos pelo Ministério Público.

Fonte da direção nacional da PSP revelou hoje aos jornalistas que as denúncias já vêm de 2013 e que os militares da GNR tentavam extorquir dinheiro a empresários de sucatas que operam na Grande Lisboa e que, na quarta-feira, reconheceram os suspeitos, o que motivou as suas detenções.

Os militares pernoitaram em instalações da GNR, como determina o estatuto da própria força.

À Lusa, na quarta-feira, outra fonte policial esclareceu que os quatro elementos trabalham na Direção de Investigação Criminal da GNR, a qual partilha as instalações com os restantes militares do destacamento de Alcabideche, sendo os dois serviços independentes um do outro.

Esta fonte acrescentou que a Direção de Investigação Criminal depende hierarquicamente do Comando Geral da GNR.

A operação levada a cabo durante a manhã de quarta-feira foi liderada pela PSP de Cascais e contou com a colaboração da GNR.