O suspeito de esfaquear um idoso em Alijó, vai ficar em prisão preventiva, depois de nove dias escondido nos montes próximos de Cal de Bois até se ter ferido e pedido um auxílio que levou à sua detenção.

O homem de 33 anos foi detido ao final da tarde de segunda-feira pela Polícia Judiciária (PJ), em colaboração com militares do posto da GNR de Alijó.

Esta detenção ocorreu depois de o alegado agressor se ter deslocado à aldeia de Ribalonga, a cerca de três quilómetros de Cal de Bois, onde pediu um telemóvel para fazer uma chamada para o 112 para pedir ajuda, devido a ferimentos numa perna.

O homem, que é suspeito de ter ferido com seis facadas um idoso de 79 anos, foi reconhecido por populares e a tripulação da ambulância dos bombeiros, que respondeu à chamada, que alertaram as autoridades.

O indivíduo foi transportado ao hospital, onde recebeu tratamento a ferimentos numa perna, já sob a custódia da PJ, tendo, pouco depois, dado entrada no estabelecimento prisional de Vila Real, onde pernoitou.

O septuagenário já teve, entretanto, alta hospitalar.

Hoje, o Tribunal de Alijó aplicou a medida de coação mais grave ao suspeito, indiciado pela prática de um crime de homicídio tentado, que vai ficar a aguardar julgamento em prisão preventiva.

Fonte da PJ disse à agência Lusa que o homem terá andado os nove dias nos montes nas proximidades de Cal de Bois, não se suspeitando que tenha tido a ajuda de alguém.

A investigação a este caso foi discreta e decorreu em colaboração com a GNR de Alijó, que foi controlando a habitação do suspeito, passando pela aldeia para incutir sentimento de segurança na população que ficou assustada com o ocorrido.

Depois, a PJ recorreu ainda a «um conjunto de instrumentos, designadamente de meios tecnológicos» que visavam a monitorização do espaço.

Este foi o terceiro caso no espaço de poucos meses e na área de intervenção da Unidade Local de Investigação Criminal da PJ de Vila Real, de um alegado agressor que fugiu e andou a monte depois do crime.

O caso mais mediático foi o de São João da Pesqueira, distrito de Viseu, protagonizado por Manuel Pinto Baltazar, de 61 anos, que terá matado duas mulheres e ferido outras duas em Valongo dos Azeites, no dia 17 de abril, e foi detido depois de ter andado fugido 34 dias.

Na altura, a caça ao homem foi mais visível e juntou dezenas militares da GNR, alguns a cavalo, e agentes da PJ.

Mais recentemente, em Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança, um pastor na casa dos 40 anos andou fugido depois de alegadamente ter esfaqueado duas mulheres, matando uma de 41 anos e ferindo uma outra de 52.

Este suspeito acabou por se entregar voluntariamente à GNR depois de uma fuga de 15 dias.

Em todos os casos, os alegados agressores ficaram em prisão preventiva.