A GNR deteve oito pessoas que se faziam passar por inspetores da Polícia Judiciária (PJ) e falsificavam mandados de busca domiciliária para mais facilmente roubarem ouro e dinheiro, revelou hoje à agência Lusa fonte da GNR.

De acordo com a mesma fonte, seis homens e duas mulheres, com idades entre os 30 e 45 anos, alguns com antecedentes criminais por falsificação de documentação e roubo, foram detidos no decorrer de uma operação da GNR na região de Lisboa e Santarém, em colaboração com o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Entretanto, a GNR informou, em comunicado, que os detidos são suspeitos da prática de vários roubos qualificados em que se apropriaram de ouro, dinheiro e equipamentos tecnológicos nas zonas de Lisboa e Santarém.

Conforme relata a GNR, os detidos faziam-se passar por inspetores da PJ, simulando o cumprimento de mandados de busca domiciliária emanadas por autoridade judiciária, para roubar as vítimas.

Para a realização dos roubos, os suspeitos recolhiam, na fase inicial, informação sobre as vítimas, designadamente da quantidade e valor dos seus bens.

"Posteriormente, faziam-se passar por inspetores da PJ para entrarem nas residências das vítimas, tendo em sua posse armas de fogo, distintivos policiais, cartões de identificação e mandados de busca falsos. Já no interior, ameaçavam e isolavam os residentes num compartimento da habitação, ao mesmo tempo que roubavam ouro, dinheiro e equipamentos tecnológicos", descreve a GNR.

Numa só ação - adianta a GNR - os suspeitos chegaram a roubar oito mil euros em dinheiro e mais de 40 mil euros em ouro.

Na operação da GNR, desencadeada na madrugada de hoje, foram recuperados e apreendidos mandados de busca falsos, cartões de identificação da Polícia Judiciária falsos, rádios portáteis, similares ao usados pelas forças policiais, algemas metálicas e plásticas, telemóveis, luvas e gorros, documentos comprovativos de venda dos artigos roubados em lojas de penhores e selo branco.

A operação foi conduzida pela Secção de Investigação Criminal do Grupo de Intervenção de Operações Especiais da Unidade de Intervenção da GNR e envolveu 110 militares, sob a coordenação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Contou ainda com a colaboração do Grupo de Intervenção de Ordem Pública, do Grupo de Intervenção Cinotécnico e dos Comandos Territoriais de Lisboa e Santarém da GNR.