Duas pessoas foram constituídas arguidas, esta terça-feira, e estão a ser investigadas por eventual crime de peculato na sequência de buscas realizadas na Câmara de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.

“Confirma-se a realização de buscas no âmbito de um inquérito que corre termos no Ministério Público do DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] de Leiria e onde se investiga a eventual prática do crime de peculato. O inquérito tem dois arguidos constituídos”, disse à Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República.

O presidente da câmara, Valdemar Alves, adiantou, entretanto, que três trabalhadores do município de Pedrógão Grande foram hoje suspensos no âmbito de uma investigação ao desvio de pelo menos 30 mil euros da autarquia.

Os funcionários suspensos pertencem ao serviço de contabilidade da Câmara de Pedrógão Grande e sobre eles recaem indícios de "apropriação indevida de dinheiro" deste município do distrito de Leiria, O autarca confirmou que elementos da Polícia Judiciária (PJ) estiveram hoje na sede da autarquia.

A queixa ao Ministério Público foi apresentada pelo revisor oficial de contas da Câmara Municipal e pelo próprio presidente do executivo, já depois das autárquicas de 1 de outubro, em que Valdemar Alves foi eleito para um segundo mandato, desta vez em listas do PS, após ter exercido funções durante quatro anos pelo PSD.

Ainda não sabemos ao certo o valor [do desvio, mas será] acima de 20 a 30 mil euros".

Valdemar Alves, antigo inspetor da PJ, disse que uma auditoria em curso deverá permitir conhecer com mais rigor o montante e outros detalhes relativamente ao dinheiro em falta nos cofres da autarquia.