A Proteção Civil detetou indícios de irregularidades nas despesas de alimentação dos bombeiros que estiveram a combater grandes fogos em agosto. Os casos abrangem 12 associações de bombeiros.

O Diário de Notícias escreve que os indícios foram “em grande número” e que, por causa disso, os reembolsos de despesas com refeições nas ocorrências em que foram verificadas essas irregularidades foram suspensos.

Segundo o jornal, os dados recolhidos, e que já chegaram ao Ministério da Administração Interna (MAI), apontam discrepâncias entre o que foi reportado pelos bombeiros sobre as refeições e os documentos comprovativos das mesmas.

O inquérito às refeições servidas aos operacionais foi determinado pelo MAI após queixas sobre a qualidade da comida. Abrangeu 17 incêndios, que envolveram o pagamento de refeições a 12 associações de bombeiros.

Agora, o ministério tutelado por Eduardo Cabrita vai proceder à audição das entidades dos corpos de bombeiros para que estas expliquem as condições e os contornos em que apresentaram os processos de reembolso de despesa.

Segundo o estipulado, por cada almoço ou jantar são pagos sete euros. Por cada pequeno-almoço, lanche ou dois reforços 1,80. Tudo somado dá 21,20 euros por operacional, por dia.