A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) veio desmentir, em comunicado, a notícia avançada esta segunda-feira pelo «Jornal de Notícias», que afirmava existirem 43 medicamentos, sem alternativas terapêuticas, em falta nas farmácias portuguesas.

O Infarmed diz que os números de medicamentos em falta não podem ser lidos «isoladamente», pois referem-se apenas ao próprio dia em que são recolhidos.

Há 716 medicamentos em falta em Portugal

A entidade afirma que quando se fala em falta de medicamentos equivalentes, significa que não existe um medicamento que substitua o outro em igual composição, o que não significa que não haja uma alternativa terapêutica.

«Relativamente aos 43 medicamentos referidos como «sem alternativas terapêuticas», esclarece-se que estes se reportam a medicamentos que não dispõem de equivalentes (com a mesma substância activa, dosagem e forma farmacêutica). Esta situação não permite concluir contudo, que não existam alternativas terapêuticas comercializadas», lê-se no comunicado.

O Infarmed continua e afirma que não são 43 os medicamentos em falta, mas sim apenas três, sem substituto.

«Dois medicamentos já se encontram novamente no mercado, 25 medicamentos dispõem de alternativas terapêuticas (¿) e 13 medicamentos são de uso exclusivo hospitalar. Há, por isso, destes apenas 3 medicamentos que se encontram em rutura nas farmácias, sem alternativas terapêuticas».

A entidade conclui com a informação de que em 2013 houve um aumento de 6,5% no número de embalagens dispensadas no Serviço Nacional de Saúde, e lamenta «o eventual alarmismo que este tipo de notícia pode provocar na população».