Rui Pedro desapareceu há 11 anos, a quatro de Março de 1998 em Lousada. O advogado da família, Ricardo Sá Fernandes, garante que as «diligências continuam em curso em Portugal e no estrangeiro» e que o «Ministério Público não desistiu» do inquérito.

Sá Fernandes afirma que neste momento existem duas cartas rogatórias, uma mais antiga e outra mais recente que «foi enviada para um país da União Europeia». O advogado não pode revelar o destino da carta rogatória, porque poderá condicionar a investigação.

Quanto à possibilidade do caso ser arquivado, Ricardo Sá Fernandes explica que «é um risco, mas que não é essa a realidade», porque a investigação continua. A família de Rui Pedro «mantém a esperança» de encontrar o filho desaparecido. Hoje Rui Pedro terá 22 anos.

História do desaparecimento

A última vez que a mãe viu o menor foi a quatro de Março de 1998, pelas 14 horas, no seu escritório, perto de casa. De acordo com o site RuiPedro, o jovem pediu autorização para sair de automóvel com um «amigo» chamado Afonso de 22 anos. A mãe não aceitou o pedido e disse a Rui Pedro para ir andar de bicicleta num terreno baldio atrás do escritório. No final da tarde, o explicador do menor, que o aguardava desde as 17h, estranhou a falta e avisou os pais do sucedido que imediatamente começaram a procura-lo.

Nas buscas descobriram que um vizinho tinha encontrado a bicicleta de Rui Pedro por volta das 15h, escondida no terreno onde Pedro tinha sido visto a andar de bicicleta. Por causa do encontro marcado, foi perguntado a Afonso se tinha visto Rui Pedro, ao que respondeu que «não». Mas, mais tarde, segundo o site RuiPedro, descobriu-se que Afonso foi visto no terreno a conversar com o menor num Fiat Punto preto. O mesmo site diz ainda que quando Afonso foi confrontado com o primo de Rui Pedro, que contou a conversa que o desaparecido teve com Afonso, foi ameaçado. Ainda assim, o primo revelou que Afonso os tinha convidado para irem no seu carro «às prostitutas» e que foi combinado encontrarem-se na Quinta da Costilha. O primo de Rui Pedro disse ainda que faltou ao encontro porque a mãe o tinha proibido de sair de casa.

De acordo com o que o PortugalDiário avançou, Afonso foi o último adulto a ver Rui Pedro. O suspeito foi constituído arguido em 1998, avançou fonte da Polícia Judiciária. A mesma fonte garante que Afonso nega o envolvimento no caso e mantém a mesma versão dos factos, que o convidou para sair e que este foi pedir autorização à mãe regressando mais tarde a dizer que não podia, porque a mãe não autorizava.

Recorde-se que a família de Rui Pedro lançou um site em Maio de 2007, no Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, com a história do rapto, com vídeos e fotos do jovem. Apesar de já terem passados 11 anos, a família «mantém a esperança» de encontrar o filho desaparecido.