Voluntários de Portugal e de Espanha retomaram esta quinta-feira, ao lado de efetivos da Guardia Civil e da GNR, as operações de busca do montanhista português João Marinho, desaparecido nos Picos da Europa há duas semanas.

As buscas envolvem cerca de 20 efetivos daquele da Guardia Civil e 10 elementos da GNR, números idênticos aos que estiveram envolvidos na operação de quarta-feira, segundo a primeira fonte. Ontem, as buscas contaram ainda com dois voluntários, tendo as equipas sido apoiadas por um helicóptero da Guardia Civil das Astúrias.

A jornada terminou sem encontrar rasto de João Marinho. Os efetivos estiveram no terrreno entre as 08:00 e as 19:00 locais (menos uma hora em Lisboa), com as condições climatéricas a permitirem uma boa movimentação e uma «operação minuciosa» nas zonas previstas.

Durante o dia foram criados seis grupos de trabalho, um dos quais, com efetivos da GNR e da Guardia Civil, que atuou em Culiembro e Rayael Jou Luengu, outro com as duas forças em Jou de la Cistra.

O terceiro atuou com efetivos da Guardia Civil em Jou de las Pozas e Veja Huerta, o quarto, também da unidade espanhola, na zona entre Veja la Piedra e Rondiella e o, quinto, com elementos da Guardia Civil na zona de Vegarredonda. Finalmente, o sexto grupo, com elementos da Guardia Civil e equipas da GNR, atuou na zona de Cain.

Última vez que João deu notícias foi a 4 de novembro 

O português encontrava-se na região de Cangas de Onis, nas Astúrias, e a última vez que contactou com a família foi a 4 de novembro. Deveria ter regressado a casa na passada sexta-feira, dia 7. 

A notícia do desaparecimento deste português que se apresenta como ciclista de montanha, corredor de trilhos e viciado em desportos de aventura' na página do Facebook, está nas redes sociais desde pelo menos segunda-feira, com vários comentários de encorajamento e de esperança que o cidadão português ainda seja encontrado com vida.