Um dos suspeitos do desaparecimento de Maelys de Araújo foi novamente detido no domingo. O homem de 34 anos tinha sido libertado na semana passada, bem como outro suspeito.

Terá sido encontrada uma pequena amostra de ADN da menina no interior da viatura do suspeito. As autoridades falam apenas em evidências com resultados científicos, não havendo portanto confirmação oficial de que seja ADN.

Por agora, o indivíduo está indiciado por "sequestro, confinamento ilegal ou detenção arbitrária de um menor de 15 anos". Fica, por isso, em prisão preventiva.

"Apresentado aos juízes, ele negou ter cometido o delito. Perante as evidências, as descobertas e resultados científicos, continuou a negar", mas "não convenceu" os juízes, lê-se no comunicado do procurador de Grenoble.

Ao canal de televisão francês BFMT, o advogado do suspeito, Bernard Méraud, contou a versão do suspeito, face à amostra de ADN encontrada.

Ele declarou que a menina entrou no seu veículo com um rapaz, no assento traseiro, para ver se o cão [do suspeito] estava no porta-bagagem".

Mas não explicou como é que os vestígios foram encontrados não na mala, mas no painel de controlo do veículo.

Aquilo que também levantou suspeitas às autoridades foi o facto de o homem ter ido lavar o carro depois de deixar o local do casamento. A justificação que deu foi que tinha a intenção de vender a o automóvel.

A menina lusodescendente de nove anos desapareceu há uma semana de uma festa de casamento, onde estavam mais de 200 pessoas, em Pont-de-Beau-Voisin.

Ao todo foram, já ouvidas cerca de 250 pessoas: 180 convidados do casamento e outras pessoas que estavam em eventos nas proximidades do local onde a menina foi vista pela última vez. Foram também realizadas mais de 40 buscas no âmbito desta investigação.

A primeira pessoa detida, na passada quinta-feira, é um convidado do casamento onde a menina estava na passada. O homem acabou por sair em liberdade.

A segunda detenção ocorreu um dia depois, na passada sexta-feira, e tinha como objetivo investigar as declarações feitas pelo primeiro suspeito, já que apresentavam contradições.

Este segundo indivíduo também foi libertado, no sábadom mas foi detido novamente no domingo. A prisão preventiva foi decretada já esta segunda-feira. O Ministério Público sustenta-se nos “resultados” obtidos nas provas encontradas pela polícia científica em alguns pertences do suspeito que tinham sido examinados.

Os cães da polícia cheiraram o odor de Maëlys até um parque de estacionamento e foi aí perderam-lhe o rasto. A menina continua desaparecida.