Os técnicos do Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC) dos Açores confirmaram esta segunda-feira que as moradias evacuadas há três semanas devido ao perigo de derrocada em São Roque, ilha do Pico, «não terão condições de voltarem a ser utilizadas».

A informação foi adiantada à agência Lusa pelo presidente da Câmara Municipal de São Roque do Pico, Mark Silveira, no final da visita dos técnicos do LREC à localidade de São Miguel Arcanjo, onde, a 13 de junho, uma derrocada de grandes dimensões colocou vários moradores em perigo.

«Com exceção de apenas uma moradia, todas as outras casas que foram evacuadas naquela altura não terão condições de voltarem a ser utilizadas, confirmando as suspeitas iniciais», explicou o autarca socialista.

Segundo referiu, a única habitação que poderá voltar a ser habitada, apesar da proximidade com a zona da derrocada, terá de continuar «sob vigilância» dos técnicos, uma vez que aquela encosta continua muito instável.

«Continua a verificar-se, de vez em quando, pequenos deslizamentos», confirmou Mark Silveira, que advertiu para os perigos da aproximação de curiosos ao local, atendendo a que podem ocorrer novas derrocadas.

A derrocada do passado dias 13 de junho deixou desalojadas 31 pessoas, que ocupavam nove moradias situadas próximo da encosta (uma delas pertence a cidadãos estrangeiros e era utilizada apenas durante as férias).

As famílias foram realojadas provisoriamente noutras casas e em habitações de familiares.