O Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP) manifestou-se esta sexta-feira solidário com o diretor nacional da PSP demissionário e recusa que o próximo chefe máximo da Polícia seja um magistrado.

«Ficámos surpreendidos com a saída do diretor nacional da PSP», disse à agência Lusa o presidente do SPP, António Ramos, destacando que foi o primeiro oficial da escola superior de polícia a chegar ao topo da hierarquia na corporação.

Diretor Nacional da PSP demite-se



O sindicalista adiantou que os polícias depositavam «muita esperança» no diretor nacional da PSP, superintendente Paulo Valente Gomes, que colocou esta sexta-feira o seu lugar à disposição, na sequência dos acontecimentos de quinta-feira, em frente à Assembleia da República, tendo a sua disponibilidade sido aceite pelo ministro da Administração Interna.

O presidente do SPP afirmou também que o próximo diretor nacional da PSP «nunca» poderá ser um magistrado, tendo em conta que já passaram dois pela Polícia e deixaram «uma marca altamente negativa», cita a Lusa.

Segundo António Ramos, os magistrados não estão preparados para comandar a PSP, nem têm conhecimento do funcionamento da instituição.

Numa nota divulgada esta sexta-feira, o Ministério da Administração Interna refere que o ministro Miguel Macedo vai «iniciar o processo tendo em vista a designação do novo diretor nacional da Polícia de Segurança Pública».

Milhares de profissionaiss de forças e serviços policiais e de segurança - PSP, GNR, SEF, ASAE, polícia marítima, guardas prisionais, polícia municipal e PJ - manifestaram-se na quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo a seguir desmobilizado voluntariamente.