A GNR iniciou, esta quarta-feira, um programa de policiamento de proximidade junto das pessoas com deficiência com o objetivo de os «sinalizar, sensibilizar, prevenir e garantir o seu acompanhamento».

O «Programa de Apoio a Pessoas com Deficiência» vai realizar-se em todos os comandos territoriais do país e teve início no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que se assinala esta quarta-feira.

O programa vai prolongar-se no tempo e inicia-se com a sinalização das pessoas portadoras de deficiência que permanecem grande parte do dia sozinhos ou isolados nas suas residências sem apoios ou cuidados continuados, e que pela sua dependência poderão ser considerados vulneráveis e alvo de ilícitos criminais, disse à agência Lusa a tenente Raquel Valente, do Comando-Geral da GNR.

Depois de sinalizadas, as pessoas com deficiência vão ser «sensibilizadas para procedimentos de segurança para evitar eventuais ilícitos criminais, como sejam o furto e roubo», adiantou.

No âmbito das ações desenvolvidas pelos núcleos da GNR da Escola Segura, as crianças e os jovens vão também ser sensibilizados para as questões da igualdade de oportunidades e não-discriminação das pessoas com deficiência.

O «Programa de Apoio a Pessoas com Deficiência» incluiu também ações de sensibilização junto da população em geral, no âmbito da prevenção rodoviária, para o respeito das regras de trânsito que afetam a mobilidade das pessoas com deficiência.

A tenente Raquel Valente disse ainda que o acompanhamento das pessoas com deficiência vai ser feito pelos militares das secções dos programas especiais e dos postos da GNR que quando fazem as patrulhas visitam as residências das pessoas com deficiência sinalizadas.

Raquel Valente acrescentou que as pessoas com deficiência vão ficar com contactos do posto da GNR mais próximo.

PSP e 25 instituições apoiam inclusão

A Polícia de Segurança Pública (PSP) da Madeira e 25 instituições afetas à Secretaria Regional da Educação também vão apoiar iniciativas que visam a inclusão de pessoas portadoras de deficiência. As instituições assinaram esta quarta-feira, no Funchal, protocolos no âmbito do projeto Significativo Azul.

Oliveira Martins, 2º comandante do Comando Regional da PSP da Madeira, informou que a iniciativa envolve cerca de 600 profissionais da polícia e das instituições subscritoras dos acordos. Sendo que o objetivo principal é o de «contribuir para a segurança da pessoa com deficiência».

O projeto «Significativo Azul» foi lançando pela PSP a nível nacional em 2013 e visa sensibilizar e formar organizações para a prevenção da violência e dos maus tratos contra pessoas com multideficiências e/ou deficiência intelectual, bem como sensibilizar elementos da organização policial para a necessidade de proteção especial dessas pessoas.

O projeto procura ainda dotar agentes da PSP de ferramentas específicas de comunicação e informação para lidar com a questão, promovendo também a cooperação institucional com organizações que operam na área, como foi o caso das 25 instituições madeirenses.

«Esperamos que a atenção especial que merecem as pessoas com deficiência não se fique pelo dia de hoje e seja continuada», declarou o secretário regional da Educação e Recursos Humanos na cerimónia de assinatura dos protocolos, que decorreu na sede do Comando Regional da PSP Madeira.

Jaime Freitas disse que a causa da inclusão deve ser cada vez mais compreendida pela sociedade em geral e garantiu que «as instituições da Região Autónoma da Madeira estão atentas e a trabalhar no sentido de proteger quem mais necessita».