A comissão parlamentar de Defesa Nacional decidiu hoje que os deputados poderão consultar um conjunto de documentos relacionados com o furto de Tancos classificados como confidenciais, mas com regras para garantir sigilo.

Na ausência de um regulamento geral, que está a ser preparado segundo o presidente da comissão de Defesa, Marco António Costa, ficou estabelecido que os documentos enviados pelo Executivo podem ser consultados pelos deputados que o requeiram, ficando registado quem os vai consultar.

Atualmente, os documentos, que chegaram há cerca de duas semanas, estão num cofre à guarda da secretaria geral da Assembleia da República, adiantou Marco António Costa. 

Os deputados que os queiram consultar terão de deixar os telemóveis à porta e estão impedidos de fazer cópias, disse o presidente da comissão. 

Marco António Costa adiantou que o parlamento vai preparar até ao fim do ano um documento geral para regular o acesso dos deputados a documentos confidenciais.

Segundo o deputado, a proposta de regulamento será apresentada até ao final do ano por uma comissão de trabalho designada para o efeito pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.

Os documentos relacionados com o furto de Tancos foram enviados na sequência de vários pedidos de informação ao Ministério da Defesa sobre os resultados das averiguações internas às "circunstâncias e condições" em que desapareceu material militar nos paióis de Tancos, divulgado a 29 de junho.