O cidadão marroquino que foi detido em Aveiro, em novembro de 2016, foi acusado de terrorismo pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Acção Penal.

Em comunicado enviado às redações, a PGR avança que o suspeito, que se encontra detido no Estabelecimento Prisional de Monsanto, está acusado dos crimes de adesão a organização terrorista internacional, falsificação com vista ao terrorismo, recrutamento para terrorismo, financiamento do terrorismo e quatro crimes de uso de documento falso com vista ao financiamento do terrorismo.

De acordo com a acusação, o arguido, que aderiu ao Estado Islâmico, "procedeu em Portugal, preferencialmente junto do Centro Português de Refugiados, à radicalização Jihadista e ao recrutamento de jovens marroquinos para integrarem essa organização terrorista. Terá, designadamente, recrutado um cidadão que foi, depois, detido em França pela tentativa de realização de ataque terrorista naquele país".

A acusação diz ainda que o suspeito conseguiu fundos para financiar atividades terroristas, a serem "levadas a cabo por jovens por si radicalizados", através da utilização de cartões de crédito falsos.

O suspeito tem ainda processos, de idêntica natureza, a correr na Alemanha e na França. 

No âmbito da investigação, foram realizadas diligências de cooperação judiciária internacional, nomeadamente troca de informações com os países da União Europeia e reuniões de coordenação ao nível da Eurojust.

O Ministério Público foi coadjuvado pela Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária em todas estas diligências.

Na altura da detenção do marroquino na Alemanha, a PJ indicava que estavam a decorrer investigações desde 2015. O homem de 26 anos, de nacionalidade marroquina, vivia em Aveiro e tinha autorização de residência desde 2014.