Treze por cento dos médicos opta por tirar o curso de medicina fora de Portugal, sobretudo em países como Espanha ou República Checa, segundo dados hoje revelados pela Ordem dos Médicos.

Dos 49.152 médicos que se inscreveram na Ordem até 31 de dezembro do ano passado, 13% tirou a licenciatura fora de Portugal.

Na União Europeia (UE), as escolhas recaem sobretudo em Espanha e na República Checa, onde se formaram 888 e 284 médicos, respetivamente.

Além da UE, são escolhidos países como o Brasil, Cuba, Argentina, Angola ou Moçambique, segundo dados do Conselho Regional Sul da Ordem dos Médicos, que fez uma análise dos países em que se formam os profissionais de medicina.

“Este cenário deve fazer-nos olhar para dentro do país, nomeadamente para os programas formativos, disciplinas e mentores, mas também para fora, e perceber como melhor captar e reter talento. Estes números fazem-nos igualmente pensar que, se avançarmos com a revisão do ‘numerus clausus’ no país, o acesso ao ensino de medicina pode não ter restrições lá fora”, refere em comunicado o presidente da Secção Regional Sul da Ordem dos Médicos, Jaime Teixeira Mendes.

Começa também a haver uma percentagem já significativa de estrangeiros que escolhem Portugal para se licenciar: 315 médicos estrangeiros optaram por Portugal como país de formatura, a maioria brasileiros (43%) ou dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (41%).